Vago conto sobre paixão

         Até me apaixono as vezes, busco sempre uma solução. São aromas aqueles sintomas quase ridicularizados por meu sentir, as vezes. São sonhos talvez tristonhos, são desejos talvez perdidos, as vezes. Sabe quando pulsa? Está sorrindo pulsando distante, mas está. Está em sépia aquela lembrança, está no peito aquele momento espinescido. Doeu de forma boa como dói abraço apertado demais, faz bem. Eu busquei sentir, e estou sentindo. Eu busquei amar e não fui amado, eu busquei entender não compreender. Ainda busco. Nada específico por medo de acabar achando, atirando no escuro, contudo amando.

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